Feriado
A Rotina que você não escolheu
Feriados são datas estranhas.
Somos autorizados a não comparecer a compromissos e obrigações às quais nos submetemos ao longo de todo o ano, como o trabalho ou a faculdade.
O que muitas vezes não percebemos é que simplesmente suprimimos um dia dessas atividades e não faz diferença alguma: as tarefas do trabalho podem ser realizadas em outro momento e a matéria da aula poderá ser aprendida em outro dia — ou nem ser aprendida, o que é ainda pior.
Quando somos crianças, ficamos felizes ao saber que não haverá aula porque o professor ficou doente e não foi possível encontrar um substituto a tempo.
Porém, se estamos na faculdade e temos a mesma sensação quando uma aula é cancelada, algo errado não está certo.
A pausa autorizada
Se essas atividades podem ser reagendadas ou não realizadas, por que não conseguimos estabelecer nossas prioridades e nossa rotina?
Por que esperamos dias específicos do ano, definidos por outras pessoas há séculos, e simplesmente obedecemos, agradecendo pela bondade de nos darem um dia em que podemos dormir mais e assistir mais televisão?
É claro que a maioria de nós não pode se demitir hoje e começar a trabalhar quando e se quiser.
Porém, faz parte de um estilo de vida intencional nos questionarmos, às vezes, se faz sentido viver no modo automático.
Trabalhando das 9h às 18h.
Esperando o final de semana chegar.
Para já estarmos infelizes no domingo à noite, quando começa o Fantástico, antecipando a chegada da segunda-feira.
A rotina que recebemos pronta
Por que somos tão acostumados a esperar que nos digam quais são os dias e horários para estudar, trabalhar, dormir ou aproveitar a vida?
Talvez a resposta seja que é mais fácil não pensar sobre isso.
É mais fácil seguir como nossos pais e avós fizeram a vida inteira.
E, afinal, estão aí: sobreviventes.
Assumir total responsabilidade pela própria rotina de trabalho e vida pessoal é muito arriscado.
É muito mais fácil fazer exatamente como nossos amigos: beber de sexta a domingo, segurar a ressaca que dura até quarta e comemorar que faltam só dois dias para a sexta.
Decisões automáticas
Devemos entender que decisões fáceis levam a uma vida difícil.
E decisões automáticas levam a hábitos ruins.
No limite, mesmo quando colocamos nossas escolhas nas mãos dos outros, estamos decidindo.
Então, por que não decidir de uma maneira que se alinhe aos nossos valores, crenças e objetivos de longo prazo?
Com certeza nossos “eus” do futuro agradecerão as decisões que tomarmos hoje.
Especialmente aquelas que nos permitam viver de forma mais intencional, sem comprometer o futuro.
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